Cultura do cancelamento: A memória da internet

13/08/2020

 

Existe um ditado que é bem comum entre as pessoas que trabalham ativamente em redes sociais, “A internet não esquece” e isso é uma grande verdade, atualmente esse é o meio de comunicação global mais usado, que gera uma grande exposição pode ser ela proposital ou não e por isso é necessário tomar cuidado com o conteúdo que você produz, pois, além de leis e diretrizes criadas pelos aplicativos para filtrar o que é produzido, temos também um movimento batizado de “Cultura do Cancelamento” que ganhou força em 2019 e se tornou um dos maiores supervisores de tudo que é compartilhado na internet.

 

Apesar de ter ficado em evidência a pouco tempo, a cultura do cancelamento surgiu há alguns anos com o objetivo de servir como uma justiça social que amplificasse o alcance de movimentos em favor dos oprimidos e forçar ações políticas de marcas ou figuras públicas.

 

E como isso funciona?

 

Diferente da “trollagem” da internet que é cheia de brincadeiras, o cancelamento envolve algo muito mais opinativo e sério, quando um usuário de uma rede social presencia algo errado feito por parte de uma pessoa, empresa, celebridades, etc, ele compartilha essa ação marcando pessoas e organizações influentes que aumentarão esse alcance e cobrarão por essa atitude.

 

Segundo Ross Douthat, colunista do New York Times, “Uma pessoa pode ser cancelada por algo dito em meio a uma multidão de completos estranhos, basta um deles gravar um vídeo de uma piada infame, uma opinião controversa, uma atitude de preconceito e pronto, a pessoa nem precisa ser uma figura proeminente, um discurso ruim é o suficiente para ser publicamente marcado e envergonhado, e as consequências, estarão lá enquanto o Google existir”

 

Podem acontecer injustiças?

 

Infelizmente sim, existem casos de pessoas que foram canceladas injustamente, por exemplo,

 

Uma professora de teatro em Nova York foi acusada de ter cochilado durante uma reunião online que tratava de ações por justiça racial no curso. Uma petição assinada por quase duas mil pessoas pede sua demissão, acusando-a de racista. A professora nega e alega que apenas descansava as vistas olhando momentaneamente para baixo quando a foto foi feita. (Caso divulgado pela BBC).

 

A cultura do cancelamento se tornou o termo de 2019, porém em um mundo de fake é necessário ter muita cautela, pois uma vez condenada essa pessoa terá uma parte da sua vida destruída. Antes de julgar é preciso que as duas partes sejam ouvidas e que a situação seja analisada por completo, por pessoas imparciais. Com certeza a cultura do cancelamento presta um grande serviço, porém ainda necessita de se aperfeiçoar em muitos aspectos, e as pessoas que usam esses apps também precisam saber que tudo que for registrado será lembrado, afinal a memória da internet é afiada e infinita, ela não esquece.

 

 

 

 

 

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