Feminismo decolonial e civilizatório: Qual a diferença?

 

Eu não sei vocês, mas antes deste texto eu tinha dificuldades em saber a diferença entre os termos feminismo civilizatório e decolonial. Mas calma, que iremos explicar! Vamos começar na década de 1960 nos EUA, no auge da segunda onda do feminismo e também com com o fortalecimento do Movimento dos Direitos Civis dos negros estadunidenses, que pedia reformas pensando no fim da discriminação e segregação racial no país.

 

Ambos os movimentos lutavam por um mudo igualitário, porém os discursos de cada eram diferentes, já que não se dialogavam na maneira em que as mulheres negras eram deixadas de lado pelos seus companheiros de marcha.

 

Isso é conhecimento como feminismo civilizatório, para a autora Françoise Vergès, que valida políticas imperialistas sobre países periféricos, gerando uma opressão de um povo sobre outro, o que leva as mulheres do grupo oprimido a sofrerem mais.

 

De acordo com a mesma autora, o chamado feminismo decolonial, se opõe ao feminismo liberal em que as pautas se encerram em demandas relacionadas a liberação sexual e a igualdade no mercado de trabalho. Assim, ​desconsiderando as desigualdades entre as próprias mulheres e reafirmando ideologias racistas da escravatura e colonialismo.

 

 

Atualmente, podemos ver uma situação os abusos contra mulheres negras ficaram ainda mais claros durante a pandemia! Já que o trabalho doméstico (na maioria dos casos feitos por mulheres negras e com baixa remuneração) foi mantido em muitos lares, garantindo o funcionamento da engrenagem do país.

 

Talvez um dos casos mais chocantes disso, seja o do menino Miguel, de cinco anos, filho da empregada doméstica Mirtes Renata Santana de Souza, que morreu enquanto estava sob os cuidados da patroa da mãe, Sarí Côrte Real. Uma história totalmente horrível e que retrata a realidade. 

 

Essas mulheres são vistas como peças chaves para a continuidade do patriarcado brasileiro, exercendo um trabalho invisível que organiza e cuida da sociedade. Se definir como feminista nos coloca no desafio de quem quer revolucionar a prática cotidiana, não apenas seguir uma tendência.

 

 

É rever suas atitudes e decisões todos os dias!

 

 

 

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