VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER CRESCE EM TEMPOS DE PANDEMIA

Vítimas aumentam e apenas 7% das cidades brasileiras contam com delegacia da mulher


Segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, a quantidade de denúncias de violência contra as mulheres recebidas no canal 180 cresceu quase 40% e nas últimas semanas, dados alarmantes e que vão ao encontro da necessidade de delegacias especializadas em proteger mulheres. Atualmente apenas 07% das cidades brasileiras cont

am com essas delegacias, número extremamente baixo em relação da real necessidade social.


Se você quer saber algo sobre a mulher, é só digitar em canais de pesquisa que a palavra MULHER estará atrelada a assassinato, violência e agressões, algo bastante preocupante.


Em São Paulo tivemos acusado de estupro, no Brasil, a atriz de uma nova série brasileira afirma que o Brasil “é um país perigoso para se ser mulher”, em Campo Grande uma mulher é agarrada por homem e colocada a força em moto, e na mesma cidade um homem tenta atropelar mulheres e as agride com socos.


E não para por aí: número de mortes de mulheres cresce 11,4% em Mato Grosso do Sul, no Espírito Santo uma mulher é esfaqueada dentro de hospital. Em Limeira, mulher é morta a facadas. Infelizmente se continuarmos a colocar as manchetes veiculadas nas últimas semanas nos portais de notícias brasileiros, serão laudas e não linhas de escrita. E essa situação não apresenta distinção de classe social, cultura, religião, nada disso, o fato é ser mulher.

Neste ano de acordo com pesquisas, no Brasil os homicídios dolosos relacionados à mulheres aumentou significativamente em estados como Ceará, Rio Grande do Norte e Acre, elevações que chegam a mais de 200% no ano de 2020.


Nesse tipo de violência, não há distinção de classe social ou formação cultural, religiosa e educacional, pois afeta a mulher tão somente pela sua condição feminina, configurando-se, inclusive, um problema de saúde pública.

Essa é uma luta constante e diária e que com união e organização, frutos positivos podem ser colhidos. Iniciativas e projetos voltados para a segurança da mulher devem fortemente ser implantados e colocados em prática, para assim transformar uma sociedade que a todo momento deixa a mulher vulnerável e a mercê de uma situação triste. Uma pandemia que não cessa. E olha que não estamos falando de Covid. Essa é a violência à mulher, que mesmo quatorze anos depois da entrada em vigor da lei Maria da Penha apresenta níveis elevados de agressão em tempos que a medida mais segura seria ficar em casa.


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